Como funciona a investigação de Vida Pregressa?

Como funciona a investigação de Vida Pregressa?

No mundo dos concurso públicos existem alguns requisitos que precisam ser seguidos conforme cada edital. Exigências relativas ao nível de formação escolar, idade, exames físicos e psicológicos e a investigação da vida pregressa.

Mas afinal, como funciona a investigação da Vida Pregressa?

Dependendo do edital, o concurseiro pode encontrar nas cláusulas expressões como “sindicância da vida pregressa e investigação social”, “averiguação de vida pregressa”, entre outras do mesmo gênero.

Basicamente, significa que a organizadora do concurso ou o próprio órgão ou entidade que o promove poderá colher, dependendo do grau predeterminado, informações diversas da biografia dos candidatos, assim como de suas relações pessoais e condutas no plano social e profissional.

Pra que serve?

O mais importante objetivo de se avaliar a vida pregressa dos candidatos de um cargo de alta relevância social, econômica e/ou jurídica é chegar a indícios confiáveis de que essas pessoas possuem idoneidade moral  e apresentam bom comportamento civil e criminal para exercerem o cargo pretendido.

Como é feita?

A abrangência exigida pelo concurso público pode se restringir à vida criminal do concurseiro, por exemplo, levando em conta os processos com sentença judicial transitada em julgado e análise de certidões de antecedentes criminais.

Mas tudo depende da previsão contida no edital. Há editais em que o candidato deve fornecer o nome de autoridades que possam ser consultadas para mostrar sua boa índole. Outros exigem a apresentação de atestados de boa conduta moral e social, subscritos por autoridade policial, embora o mais comum seja a exigência de certidões negativas criminais da Justiça Federal, Estadual e Eleitoral.

Algumas condutas podem ser consideradas improprias para certos cargos.

São elas, problemas de alcoolismo, vícios em tóxicos ou outros distúrbios psicossociais mais sérios. Quem for procurado pela Justiça ou tiver pendencias militares também se coloca em risco nas investigações da vida pregressa.

Independente do resultado da investigação, as avaliações não podem ter, de nenhuma forma, caráter classificatório, de modo que a pontuação obtida pelo candidato nas provas objetivas e/ou discursivas não possa sofrer interferência dos seus atos cometidos no passado.

 

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